quinta-feira, 11 de março de 2010

OLHA A LOMBADA AAAAAAAAAAAAEEEEEEEEE

Aí no Carnaval de 2009 eu resolvi viajar para Paraty. Meu aniversário, como sempre, era no meio do feriado, não ia fazer porra nenhuma em Santos, fui pra lá enxer o saco dos meu primos mais velhos que eu e tias mais novas. Sim, tias mais novas. Meu avô é comedor é faz filho até hoje. Tenho uma tia com 3 anos hoje, beijos. Tomara que eu tenha herdado a capacidade do garoto RISOS.
Meu primeiro dia lá, após chegar de madrugada, fui pra PRAÇA DO CORETO como em toda cidade pequena. Bebi pra cacete com a rapeize, fui arrastado por um bando de minas pra ficar com uma amiga delas, bebi mais, andei que nem um louco no carnaval de rua, bebi mais... E tudo isso longe do bairro onde meu primo mora e eu estava enxendo o saco de visita, o tal de Pantanal. Pantanal que aqui é uma favela, lá é só um bairro afastado da cidade.
Para chegar lá, eu e meu primo não tínhamos carro, nem ônibus, nada, resumindo. Então ele resolveu aceitar carona de dois parceiros dele, de moto. E sim, os caras estavam tão ou mais chapados que nós.
Parei, pensei... Fui. Pra morte. Porque com os motoristas bêbados, estrada mais esburacada que o campo em que o Santos enfrentou o Naviraiense lá no MS (opa, DEZ ontem hein)... Só podia dar merda.
E tudo indicava isso. Subi na garupa de um lá e ele acelerou. Sem capacete, óbvio. Óbvio por quê?
Porque assim... Em Paraty, se você usar capacete é preso Nem a polícia usa. A lei é ir sem. O que é bem mais legal, de fato.
Fomos nós, e cada vez mais rápido. Quando chegou a estrada, passava dos 150km/h, FÁCIL. Eu me segurava no negócio lá da moto como se minha vida dependesse disso. Pera, DEPENDIA DISSO, imagina se eu solto. Mas o cara gritava "LEVANTA OS BRAÇO AEE" e eu até levantei uma hora ou outra, é divertido. O vento delícia no rosto dava um grau mais animador.
Aí começou o raxa. Duas gostosas (ou não, eu tava louco, vai saber) chegaram numa moto e começaram a disputar a corrida lado a lado com a gente. E dá-lhe gritinhos de "UHUUUUUUUUL" delas.
Já comentei que é toda esburacada a estrada. Mas não comentei que a cada 10 metros tem uma lombada. E toda hora em que chegávamos perto de uma ele desacelerava, certo?
CLARO QUE NÃO! Eu voava longe, meus braços segurando com toda a força quase sendo arrancados do corpo... Puta que pariu, que bagulho divertido! Só ouvia os gritos e compartilhava também "OLHA A LOMBADA AEEEEEEEEEEEEEEEE" PLU VOAMOS CAÍMOS "OLHA A OUTRA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" e voava de novo.
E assim cheguei em casa, voando pela estrada de Paraty. 150km/h, demais!
Segurança? Nenhuma. Podem criticar risos.

Detalhe: na manhã seguinte, chegou a informação que o malaco que foi dirigindo a moto que eu estava caiu na mesma velocidade levando outra pessoa horas depois de deixar em casa. HEHEHE.

0 comentários:

Postar um comentário