Aí no Carnaval de 2009 eu resolvi viajar para Paraty. Meu aniversário, como sempre, era no meio do feriado, não ia fazer porra nenhuma em Santos, fui pra lá enxer o saco dos meu primos mais velhos que eu e tias mais novas. Sim, tias mais novas. Meu avô é comedor é faz filho até hoje. Tenho uma tia com 3 anos hoje, beijos. Tomara que eu tenha herdado a capacidade do garoto RISOS.
Meu primeiro dia lá, após chegar de madrugada, fui pra PRAÇA DO CORETO como em toda cidade pequena. Bebi pra cacete com a rapeize, fui arrastado por um bando de minas pra ficar com uma amiga delas, bebi mais, andei que nem um louco no carnaval de rua, bebi mais... E tudo isso longe do bairro onde meu primo mora e eu estava enxendo o saco de visita, o tal de Pantanal. Pantanal que aqui é uma favela, lá é só um bairro afastado da cidade.
Para chegar lá, eu e meu primo não tínhamos carro, nem ônibus, nada, resumindo. Então ele resolveu aceitar carona de dois parceiros dele, de moto. E sim, os caras estavam tão ou mais chapados que nós.
Parei, pensei... Fui. Pra morte. Porque com os motoristas bêbados, estrada mais esburacada que o campo em que o Santos enfrentou o Naviraiense lá no MS (opa, DEZ ontem hein)... Só podia dar merda.
E tudo indicava isso. Subi na garupa de um lá e ele acelerou. Sem capacete, óbvio. Óbvio por quê?
Porque assim... Em Paraty, se você usar capacete é preso Nem a polícia usa. A lei é ir sem. O que é bem mais legal, de fato.
Fomos nós, e cada vez mais rápido. Quando chegou a estrada, passava dos 150km/h, FÁCIL. Eu me segurava no negócio lá da moto como se minha vida dependesse disso. Pera, DEPENDIA DISSO, imagina se eu solto. Mas o cara gritava "LEVANTA OS BRAÇO AEE" e eu até levantei uma hora ou outra, é divertido. O vento delícia no rosto dava um grau mais animador.
Aí começou o raxa. Duas gostosas (ou não, eu tava louco, vai saber) chegaram numa moto e começaram a disputar a corrida lado a lado com a gente. E dá-lhe gritinhos de "UHUUUUUUUUL" delas.
Já comentei que é toda esburacada a estrada. Mas não comentei que a cada 10 metros tem uma lombada. E toda hora em que chegávamos perto de uma ele desacelerava, certo?
CLARO QUE NÃO! Eu voava longe, meus braços segurando com toda a força quase sendo arrancados do corpo... Puta que pariu, que bagulho divertido! Só ouvia os gritos e compartilhava também "OLHA A LOMBADA AEEEEEEEEEEEEEEEE" PLU VOAMOS CAÍMOS "OLHA A OUTRA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" e voava de novo.
E assim cheguei em casa, voando pela estrada de Paraty. 150km/h, demais!
Segurança? Nenhuma. Podem criticar risos.
Detalhe: na manhã seguinte, chegou a informação que o malaco que foi dirigindo a moto que eu estava caiu na mesma velocidade levando outra pessoa horas depois de deixar em casa. HEHEHE.
quinta-feira, 11 de março de 2010
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