
Esse campo de areia, que fica lá na Portuguesa Santista, foi onde passei vários momentos fantásticos enquanto eu ainda sonhava em ser jogador de futebol. O Meninos da Vila não era lá, mas há motivos para a foto ser essa.
Nesse campo, conquistei meu primeiro título, e meu primeiro troféu, de goleiro menos vazado da competição. Lembro que meu time foi chamado de Palmeiras, então comemorem porcos, já dei um título à vocês! Nessa época jogava no Brasil F.C. (que é vermelho, apesar do nome), que fica ao lado da minha casa, mas éramos chamados para jogar campeonatos na Briosa.
Nesse gol que aparece na foto, lembro uma vez, se não me engano em 2003, que, já como atleta dos Meninos da Vila, estávamos jogando a última rodada de um torneio e precisávamos de um gol para passarmos para a próxima fase com a última vaga. E pressionávamos, chutávamos, mas a bola não entrava. Quando uma falta em dois lances foi marcada no meio de campo. Eu, zagueiro, mas que metia meus gols (se não me engano até artilheiro do time fui), corri para a àrea - era fácil o mais alto do time. Cruzamento em minha direção. Pulei, mas não alcancei. Porém a bola entrou. Obviamente, por ser em dois lances, não poderia ser validado. Mas pensei MUITO rápido e sai correndo comemorando dando tapas na minha cabeça como dizendo "ENCOSTEI PORRA, ENCOSTEI!". E consegui enganar o juiz. Gol validado, vaga garantida. Infelizmente, era julho, e minha família resolveu viajar. Nas semifinais, não pude ajudar a molecada, que perdeu. Rolaram até uns convites para eu ficar na casa de um do time e tal, mas não foi possível.
Também nesse gol QUASE realizei outro milagre, uns anos antes, acho que 2000 ou 2001. Em mais um campeonato interno, dessa vez formei no Cruzeiro - que jogava com uma camiza cinza e vermelha, linda, mas nada a ver com o time, né. Passamos da primeira fase com muita luta em quarto lugar, o time era fraco mas tinha muita raça. Semifinais, pegamos o primeiro. Bem, no sábado da semifinal, no mesmo horário, eu tinha uma final pelo meu colégio, o Santista, do campeonato de PÊNALTIS que havia no torneio interescolar. Na primeira fase, no meio da semana, eu ganhei uns 3 confrontos acertando todos os pênaltis. Mas para onde iria dessa vez? Dar o título ao colégio ou lutar com a molecada em um jogo impossível?
Fui para o jogo. Ignorei o colégio, não recebi a medalha de prata - o meu substituto perdeu - e nem liguei. Queria jogar no areião e lutar com os moleques. E para lá fui.
Começamos tomando 3 a 0 no primeiro tempo. Lutávamos, mas não dava, éramos inferiores. Porém, segundo tempo, mudamos isso. Na base do coração, meti um gol bizarro de perna ESQUERDA levantando-a numa altura que só ginasta deve conseguir. Praticamente um voleio sem-pulo. E era zagueiro, como sempre fui. Empolgados, fomos para a frente, eu lá atrás tentando segurar e eles lá tentando marcar. Não conseguiam. Aí, uma falta quase no meio de campo para nós. Não tive dúvidas. Meti um balaço. Até hoje não sei como consegui acertar. Golaço. 3 a 2, mas não conseguimos o empate.
Perdi o ouro do colégio, sim, mas não me arrependo. Valeu a pena lutar.
Por fim nessa primeira parte, foi jogando nesse campo que fui chamado para o time da Portuguesa Santista. Talvez tenha sido minha única chance de ser profissional. Aceitei, mas os trienos eram de domingo e me faziam treinar com os mais velhos - acreditem, eu era MUITO alto quando pivete. Não aguentei a pressão e sai do time. Mas posso dizer que um dia quase fui profissional... :D

0 comentários:
Postar um comentário